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"Vidas valem mais do que coisas" |
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Meninas dos Olhos de Deus |
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Casa 01 | PG 1/2 |
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Como a visão chegou a nós? Em 1997 o Dr. José Rodrigues, presidente da MCM, visitou a Índia pela primeira vez, e na cidade de Mumbai (antiga Bombaim) teve conhecimento do problema das ‘Escravas do sexo’, meninas que foram vendidas dos países vizinhos para serem usadas como prostitutas na Índia. Foi percebido ali, que milhares de garotas do Nepal estavam sendo usadas na prostituição na Índia. O Dr José Rodrigues, tendo se interessado pelo caso, empreendeu outras viagens às áreas de prostituição de Mumbai, e numa dessas idas, deparou com uma garota morta na calçada. No Hinduismo, os mortos são cremados em fogueiras ao redor dos templos e rios sagrados, mas aquela garota deveria ser cremada num depósito de lixo da cidade, pois era considerada indigna de ter um funeral nos padrões dignos do Hinduísmo. O caminhão de lixo veio e levou o corpo da pobre garota... Com tais relatos transmitidos no Brasil, nós, Silvio, Rose e Davi, até então, lideres da CCV em Contagem - MG, viemos para o Nepal no ano 2000, abrindo um lar para meninas nepalesas, recuperando-as da prostituição ou fazendo um trabalho de prevenção para aquelas que potencialmente poderiam ser vendidas no futuro. Meninas que já estavam se prostituindo ou pequenas irmãs ou filhas de prostitutas, bem como famílias que já tinham histórico de ter entregado suas filhas para prostituição passaram a ser nosso alvo de atenção. Meninas que estavam nas ruas se prostituindo, ou mendigando, passaram a ser abrigadas em nossa casa em Kathmandu. Nasceu assim o trabalho conhecido como: “MENINAS DOS OLHOS DE DEUS”. Números: Oficialmente, estima-se que o Nepal trafique entre 6 a 7 mil garotas/ano (fonte The Kathmandu Post, Dezembro, 30, 2001, pagina 1). Algumas vendidas com apenas 6 anos de idade. Mas alguns jornais dizem que o número verdadeiro pode chegar a 12 mil/ano. Questões culturais, a discriminação da mulher no Sul da Ásia, assim como questões religiosas e econômicas, este último ponto, agravado pela recente guerrilha comunista que assola o Nepal (maoístas), incentivam o poderoso e atuante mercado do tráfico de Meninas do Nepal. Ouvimos relatos desumanos de garotas que recebiam muitos clientes num mesmo dia, para assim receber um prato básico de comida. Temos uma menina com esse relato hoje conosco, que recebia no mínimo uns 9 clientes/dia no bordel. Após o início do trabalho, meninas de diferentes faixas etárias foram chegando. Elas moram conosco, distribuídas em casas em Kathmandu, Nepal, e um dos nossos alvos é ter casas em outras regiões do País, principalmente nas fronteiras. Elas tem assistência médico/dentária, estudam em escolas particulares que ensinam em Inglês (segunda língua do Nepal). Tem ainda cursos profissionalizantes como: culinária, computação, corte-e-costura, higiene-e-limpeza, e estudam Inglês em casa com professor particular todos os dias. Elas se alimentam no padrão da classe média alta do Nepal, têm suas camas, agasalhos, roupas, enfim: dignidade restaurada e auto-estima trabalhada. Elas chegam com feridas no corpo e principalmente, na alma, causadas pelo abuso sexual, rejeição e preconceito, sem sonhos nem esperança, mas no dia-a-dia vão sendo ministradas, começam a sorrir, dançar, cantar, sonhar, conhecem ao Senhor, que foi aquele que direcionou e proveu todas as coisas para que elas fossem resgatadas. Basicamente, elas recebem em nossa casa, o amor de Deus através de nós, como principal remédio para suas feridas. ...CONTINUAÇÃO DO TEXTO.... |


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